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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Fábula do Jabuti na Árvore

Naquela floresta, como em todas as florestas dos contos, reinava o leão. Como rei, não era de ficar zanzando pela floresta. Afinal, uma realeza que se preze, tem de manter uma certa distância dos súditos e da plebe. Raramente, sua alteza, o Leôncio, fazia uma aparição na praça principal, onde havia uma grande árvore – a mais frondosa e imponente de todo o reino.

A vida corria dentro da normalidade. Certo dia, dona arara, repórter local, chegou ao seu escritório, em um galho privilegiado (de onde podia saber tudo a respeito da vida de todos) da árvore central. Começava a preparar a pauta do dia, quando notou algo diferente no galho vizinho: muito bem estabelecido, de mala e cuia, estava ali um jabuti.



Após a edição daquele dia do jornal das oito, a curiosidade e a apreensão com o novo habitante do reino começou a tomar conta de todos. Alguns, curiosos por saber o que ele estava fazendo ali; outros, indignados porque ali não era lugar para um jaboti passar o tempo inteiro sem fazer nada.

Aos poucos, a sociedade foi se acostumando com a presença enigmática do cascudo:
  • O urubu, com as piores intenções possíveis, começou a frequentar o galho para ficar horas e horas de papo com o jabuti.
  • A arara, por sua vez, acabou gostando do vizinho. Na falta de pauta para o jornal, tinha sempre um assunto.
  • As cobras começaram a nutrir inveja silenciosa. Um dia, aquele lugar na árvore havia de ser seu.
  • Formigas continuaram a carregar suas folhinhas para lá e para cá, sem tempo para ficar especulando.
  • Os macacos, quando não tinham nada para fazer, passavam na árvore, para tomar um café e bater um papo.
  • O hipopótamo olhava para cima, pensava um pouco e lembrava-se que o galho da árvore não era coisa para ele.
  • A dona coruja… essa só observava mesmo, com a atenção e a discrição que todo mundo conhecia.
Quem não se acostumou, foi o cão. Com a seu instinto canino, achava que aquele animal fora de lugar, sem função alguma, desequilibrava o ecossistema. Bicho errado no lugar errado, sem nada para fazer, é um perigo. Cedo ou tarde, dá confusão.

Começou, então, a sua cruzada particular: latia insistentemente, pulava balançava a árvore, a fim de desestabilizar o invasor. Em tentativas desesperadas, tentou até alianças com urubus e macacos – sem sucesso. Nada abalava o jabuti.

De repente, apareceu o rei Leôncio. Perguntou ao cão o motivo daquela algazarra. O cão começou a expor seus motivos, mas não chegou a terminar. Foi abrupta e violentamente interrompido pela pata pesada e afiada do rei. Em seguida, a revelação aterradora e uma sentença:

“Chega! Quem colocou o jabuti na árvore fui eu – e tenho meus motivos. Quanto a você, inconveniente, não há mais lugar para você nessa floresta. Vá embora e não volte nunca mais!”.

Manco de uma perna, o cão saiu com o rabo entre as pernas, sob os olhares apreensivos e curiosos de todos. Nunca mais pôde voltar. Quanto ao jabuti… por que você quer saber? É melhor não incomodá-lo – não faz bem para a saúde.

Daquele dia em diante, todos aprenderam a lição: Jabutis não sobem em árvores. Se ele está lá, não mexa com ele. Alguém com esse poder o colocou lá.

Extraído do blog "A Hora do Recreio", de Berenice.


Now listening: Heaven Knows I'm Miserable Now, by The Smiths.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Agreste

Sempre quis escrever algo sobre a região que para mim é muito mais do que um local de trabalho. É o meu refúgio particular. É onde meus olhos se perdem pela paisagem por vezes árida, por vezes fértil. "This used to be my playground", já cantava a Madonna.

Primeiro vamos à aula de Geografia...
Segundo o Wikipédia, a mesorregião do Agreste Pernambucano é uma das cinco mesorregiões do estado brasileiro de Pernambuco, estendendo-se por uma área aproximada de 24400 km², inserida entre a Zona da Mata e o Sertão. Representa 24,7% do território pernambucano e conta com uma população de cerca de 1,8 milhões de habitantes (25% da população do Estado). O clima é predominantemente semi-árido, embora apresente áreas mais úmidas.

Igualzinho a mim. Os dias são ensolarados na maior parte do tempo, mas quando desaba a tempestade...

Esta foto foi tirada por Anderson Carvalho. Traz um belíssimo por-do-sol e as torres de telefonia sobre o Morro do Bom Jesus, em Caruaru.
Now listening: "This Used To Be My Playground" by Madonna. 


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E por falar em walkman...

... vocês sabiam, meus queridos seis leitores, que a Sony vai parar de produzi-los no Japão?

Vocês sabiam que eles ainda eram produzidos, em tempos de mp3 e Ipod?

Pois é!

Segundo a reportagem de Época desta semana, o walkman foi lançado em 1979 e se tornou um ícone jovem dos anos 80. Mais de 220 milhões de unidades foram vendidas. A Sony continuará com uma pequena produção para alguns mercados como Europa e China, onde ainda há demanda pelos tocadores de fita cassete entre pessoas mais velhas.

Acho que fiz bem em guardar o meu, como relíquia...


Now listening: Time (Clock Of The Heart), by Culture Club.

Our Time in Eden

"Voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço"...

Sim, trinta dias de ócio criativo se passaram! Roberta Pardo disse que "as férias são como uma caixa de surpresas, enorme e misteriosa, nelas nos esperam as experiências mais intensas e extraordinárias". Sim, senti na pele essa emoção! O mês de outubro de 2010 - este que hoje se encerra com o Halloween literalmente falando: a eleição da Dilma Roussef com 55% dos votos válidos é, realmente, um "Dia das Bruxas" - foi um mês transformador para mim em todos os sentidos. Falo disto nos próximos posts, "I promise you I will", meus digníssimos seis leitores.

Comecemos do começo, então.

Se eu tivesse que escolher um lugar para chamar de "Meu Éden", este com certeza seria Maragogi, Alagoas. "Por que, querida Mariposa?", perguntariam vocês. Explico: tenho uma relação especial com esta cidade situada logo após a divisa litorânea entre Pernambuco, meu estado natal, e Alagoas. A primeira vez em que lá estive foi há 12 anos atrás, numa situação completamente diferente da que vivi nas férias deste ano, mas que não foi constrangedora o suficiente para tirar a magia do amor à primeira vista. O mar de águas claras aliado à paz de uma cidadezinha de interior, faz de Maragogi uma cidade de muitos (eu digo muitos, MESMO) contrastes.

O acesso se dá pela PE-60 e AL-101 Norte. E querem um conselho? Pensem 6,02 x 10²³ vezes antes de ir pela Real Alagoas! Saí de Recife às 11h00min da manhã, e cheguei, azul de fome, coberta de poeira da cabeça aos pés, às 15h40min. O ônibus faz uma Via Crucis pela Estrada da Batalha em obras, pelo Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Rio Formoso, Barreiros - onde não pude deixar de me emocionar com a situação das pessoas que AINDA estão morando em barracas gentilmente cedidas pelo Governo Britânico, esquecidas pelos candidatos mesmo em períodos eleitoreiros (sim, eleitoreiros, estrategistas!), sobrevivendo graças à solidariedade do povo Pernambucano. - Sirinhaém, São José da Coroa Grande, até chegar a Maragogi, onde não há Terminal Rodoviário! Os ônibus páram às margens da AL 101 - Norte, em frente às pousadas, ou onde a necessidade do passageiro disser. E os únicos ônibus que atendem à população saem às 04h15min e 11h00min da manhã de Recife, ou de Maceió. Depois disso, apenas lotação, se você quiser chegar numa ou noutra cidade. As pousadas possuem serviços de transfer com empresas especializadas. Vai por mim, é mais seguro e confortável.

Mas...

O que dizer ao ser contemplada com imagens como esta, na chegada?



A fotografia foi tirada de uma das palhoças da Pousada onde fiquei, a Portal do Maragogi(http://www.portaldomaragogi.com.br/). É bem aconchegante, com quartos hiper confortáveis, um ótimo café da manhã, e jantar excelente! Mas em Maragogi há outras boas opções de acordo com o gosto e o bolso de cada freguês. Dá pra se hospedar bem por menos de R$ 100,00 a diária. Né legal?

Falando em opções, há várias para o seu entretenimento. As mais famosas são os passeios às Galés, as piscinas naturais que se formam há uns 20 km mar adentro, oferecidos pelas pousadas e/ou pelos vários restaurantes da orla. Não estou ganhando nada pelo Merchandising, mas, recomendo o Catamarã do Restaurante Maragolfinho, que é equipado com banheiros, inclusive. Aliás, a comida do restaurante é fantástica! Destaque para o filé de dourado grelhado, acompanhado de arroz, purê de jerimum (abóbora) gratinado e batatas fritas. Um pecado. Que cometi sem culpa.

Outra opção são os passeios de buggy pelas praias da redondeza. O meu buggeiro preferido, Samuel, me levou por várias praias, - praia da Bruna (Lombardi!), Antunes, Peroba, Burgalhau, etc. - que infelizmente não pude aproveitar direito por ter escolhido o pior horário para isso, às 15h00min. Mesmo assim, ele me levou ao Mirante, de onde tirei esta foto. Agora sei por que Maragogi é chamada de "Caribe Brasileiro". Saca só:


Como eu disse antes, Maragogi é uma cidade de contrastes. As pessoas lá vivem basicamente da Pesca, do Artesanato, do  fraco Comércio e do Turismo. Segundo Samuel, na baixa estação a cidade pára no tempo, parece uma cidade fantasma. Vi pescadores voltando da lida sem nada preso em suas redes. Vi pescadores tratando peixe em frente a um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Vi uma cidade com ruas por asfaltar, crianças descalças, nuas, mulheres catando marisco na praia em frente aos Resorts. Vi as instalações de uma unidade do IFAL, já em funcionamento, porém, com a promessa de levar educação, emprego e renda para a região. Vi a esperança de um povo humilde, porém acolhedor, esbarrar na ambição de dois picaretas que tentavam se reeleger Governador do Estado (um deles, o Teotônio Vilela infelizmente conseguiu, embora o outro, Lessa, seja tão ruim quanto!).

Quatro dias depois, pego o caminho de volta, com a sensação de ter sido expulsa do Éden, literalmente. A saga do retorno via Real Alagoas me rendeu uma enxaqueca dos diabos no dia seguinte, como a ressaca de um vinho barato. A curta viagem porém me fez atentar para algo que pouco vinha fazendo: aprender com os erros do passado. Na volta à Maragogi no ano que vem, pretendo fazer tudo certinho, planejar melhor, garantir meu conforto e segurança na ida e na volta... isso é o que estava faltando na minha vida, até então. A reflexão, a serenidade, a maturidade, e a capacidade de rir dos meus próprios insucessos (desatei a rir sozinha quando, na volta, finalmente consegui sentar, já em Barreiros. De Maragogi até lá, fui em pé, vigiando a minha mala que tinha ficado ao lado do motorista). Não digo que o mês de outubro foi realmente transformador?

Mais?

Vamos deixar para o próximo post, né? Senão vocês enjoam.

Now listening: Eden, by 10000 Maniacs.

- By Melonella -


domingo, 17 de janeiro de 2010

Aconteceu comigo II




Sexta-feira, 19h30min. Em Garanhuns, a trabalho, depois de um dia em que andei mais do que a má notícia (só pra dar uma dimensão do quanto a má notícia andou, foram apenas 275 km). Estava com uma preguiça danada de andar até a padaria onde eu geralmente janto quando estou por lá, e resolvi me abancar numa lanchonete especializada em sucos turbinados. Decidi pedir um suco de graviola e um sanduíche de queijo - venhamos e convenhamos, se eu tomasse qualquer um daqueles sucos cheios de xarope de guaraná, amendoim e toda a sorte de "pra-que-issos", meu sono iria parar no Amapá - e fiquei prestando (ou fingindo que prestava) atenção ao noticiário local.

Sentou-se um cara na mesa ao lado. Pediu um milk-shake de creme e uma coxinha de frango com catupiri. Quando o pedido dele finalmente chegou, ele pediu o "complemento": um copão de suco de acerola e dois(!) sanduíches de queijo. Pensei comigo: "É um animal". E não é que o animal falava?

- Terrível, né, moça?

- Hein?!?

Ele se referia ao terremoto no Haiti. Eu achei que poderia finalmente engatar uma conversa inteligente com alguém, mas, segundos depois vi que havia me enganado piamente. Falei sobre o que tinha lido nos jornais e revistas nos últimos dias, até ele jogar a rede. "Você é muito inteligente. É formada em que?". E a esta, seguiu-se uma série de perguntas. Parecia uma entrevista para uma vaga de emprego na Vale. Onde trabalho, se eu era a chefe (logo eu, hein?), onde é que eu estava hospedada, com quem eu moro, se eu namoro, se eu sou casada, se tenho filhos, planos para o futuro, como é que eu me vejo daqui a quinze anos, e etc. etc. etc. Nem dava tempo de responder a primeira pergunta, e ele já engatava umas vinte a mais. E aí veio a célebre, a cartada final. "Touché", em bom francês:

- Posso te dar meu telefone?

Felizmente, eu estava sem meu telefone celular por perto. Dei meu número antigo da Oi, cujo chip eu perdi, e ele escreveu os números dele num guardanapo de papel. Podre. Pra um publicitário que não tem nem um cartão de visitas, ele tá ruim, viu? Despedimo-nos com um polido aperto de mão. Ah, o guardanapo? Adivinha onde é que ele foi parar?

Now listening: Mirror, by Simply Red. "Look in the mirror, baby..."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lichia!

Amo lichia. Comi pela primeira vez no final de 2008, e desde então, fico louca que chegue logo a safra, pra eu poder comer de montão.



Já pensou eu com um pomar cheio de lichieiras, carregadinhas como essa aí?!? UIA!!!!

Mas o que danado é lichia, alguém pode então me perguntar...

A lichia é uma fruta pouco conhecida pelos brasileiros. O cultivo no Brasil iniciou-se há pouco tempo, sendo antes encontrada apenas como um produto importado da China, Tailândia, Índia e Estados Unidos. Ela possui uma casca grossa e avermelhada e um sabor adocicado. O seu conteúdo nutricional é excelente, possui poucas calorias, muita água e é rica em antioxidantes.Um recente estudo demonstrou que a lichia é capaz de reduzir a gordura abdominal.

Qual é gosto que tem?

Tem gosto de beijo.

É. Aquele beijo gostoso, molhado, adocicado, suculento, desses em que as línguas vão se entrelaçando, se descobrindo, se provando...

Já que não tenho boca pra beijar, essa já é a segunda caixa que vai embora enquanto posto essas bobagens...

Now listening: Clean heart, by Sade Adu.


P.S.: Acredito que ninguém vai me taxar de hedonista só por conta da comparação que fiz da lichia com o beijo...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cow Jumps Over The Moon? Oo




Mas afinal de contas, o que é que porra é "Cow Jumps Over the Moon"?
Ouvi a expressão pela primeira vez numa música do Mike Oldfield, chamada "Innocent", de um dos seus discos mais comerciais, mas nem por isso, o pior deles, o famoso "Earth Moving".
O verso em questão diz:


"Sunrise, here comes another day
Cow jumps over the moon, now..."


Podem rir, meus três leitores e duas seguidoras, mas, foi-me impossível não imaginar a cena da vaquinha pulando carniça na lua (kkkkk...)


Bem, pesquisando a origem da expressão "Cow jumps over the moon", descobri que se trata de uma canção de ninar londrina, datada de 1765. Ela apareceu pela primeira vez num livrinho infantil chamado "Mother's Goose Melody". Traduzindo para o Tupiniquim: "Canção da Mamãe Ganso". Oo
A expressão "Cow Jumps over the Moon", se deve ao fato de que, numa das ilustrações do livro, a vaquinha em questão salta um brejo. Na posição em que ela dá o seu duplo mortal carpado, parece que ela está mesmo saltando sobre a lua. Rá Rá Rá!


Os versos originais são:


"Hey diddle diddle,
The cat and the fiddle,
The cow jumped over the moon,
The little dog laughed to see such sport,
And the dish ran away with the spoon."



O mais engraçado é que a imagem da referida Mococa brincando de Dayane dos Santos é motivo para decoração de quartos de neném. Já pensou, o guri perguntando pra mãe: "Mãe, as vacas voam?" Rá Rá Rá!


Prefiro ficar com a música do Mike... muito mais bonitinha... Aliás, o disco inteiro, o Earth Moving, é bem legal. Destaque para a faixa título.


Now listening: "Hostage", by Mike Oldfield. :) 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aliás...



Aproveitemos o ensejo, e falemos um pouco sobre Transtorno Bipolar do Humor...

O transtorno bipolar do humor, também conhecido como distúrbio bipolar, é uma doença caracterizada por episódios repetidos de mania e depressão. Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e humor excessivamente elevado (hipomania ou mania) e também a episódios de humor muito baixo e desespero (depressão). Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade.

Sintomas:

Durante os surtos depressivos, o individuo em geral se sente abatido, quieto e triste. Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.
O indivíduo pode se sentir nesta fase culpado por erros do passado, e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver irritabilidade, lamentos e auto-recriminação.
Pode haver um distúrbio do apetite tanto para aumentá-lo, como para diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o deixa predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.
Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.
É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.

Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.
Pode falar muito, ter muitas idéias ao mesmo tempo.
Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo sexual.
O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.
Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria.
São comuns manias como perseguição, realização de sonhos (reformas, viagens, compras) que a primeira vista podem até parecer normais.
No tipo de THB com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.


Fogo, isso, não?


No musics today.

Medicamentos Antidepressivos




Esse blog tá parecendo a Feira de Caruaru. De tudo um pouco...


Hoje resolvi fazer algumas observações sobre medicamentos antidepressivos. Estes remédios, que podem ser tanto de origem natural quanto sintética, são usados no tratamento de Depressão, Síndrome do Pânico, DOC (ou TOC), Anorexia, Bulimia, DISTÚRBIO AFETIVO BIPOLAR, Enxaquecas, Tensão Pré-Menstrual, Tricotilomania, Dores Crônicas, Dores Reumáticas, Câncer, Enurese, Paralisia do Sono, dentre outras.


Não criam dependência física nem psíquica (dizem).  Alguns, quando interrompidos bruscamente provocam uma sensação de "cabeça aérea", náuseas, tonturas ou uns choquinhos musculares que duram alguns dias e desaparecem sem maiores problemas, mas isso não significa dependência. Nesses casos basta diminuir a dose mais devagar, ou tomar medicamentos que acabam com esses sintomas de abstinência. Mas se você não fizer nada e esperar, ela passa do mesmo jeito.


Os mais utilizados e conhecidos são:




Nome Comercial
Nome Químico
Tryptanol, Amytril
Amitriptilina (Tricíclico)
Zyban, Wellbutrin, Zetron, Bup
Bupropiona (Noradrenérgico e Dopaminérgico)
Cipramil, Procimax, Denyl, Citta, Maxapran
Citalopram (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Anafranil, Clo
Clomipramina (Tricíclico)
Cymbalta
Duloxetina (Ação dupla em Seroronina e Noradrenalina)
Lexapro
Escitalopram (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Prozac, Verotina, Verotina gotas, Eufor, Daforin, Fluxene
Fluoxetina (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Luvox
Fluvoxamina (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Tofranil
Imipramina (Tricíclico)
Ludiomil
Maprotilina (Tetracíclico)
Tolvon
Mianserina
Ixel
Milnaciprano (Ação dupla em Seroronina e Noradrenalina)
Remeron, Remeron Soltabs, Menelat
Mirtazapina
Aurorix
Moclobemida (IMAO)
Serzone
Nefazodone
Pamelor
Nortriptilina (Tricíclico)
Aropax, Paxil CR, Pondera, Cebrilin, Roxetin, Paxan, Benepax
Paroxetina (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Prolift
Reboxetina (Ação dupla em Seroronina e Noradrenalina)
Emsan
Seleginina Transdérmica (IMAO)
Zoloft, Tolrest, Assert
Sertralina (Inibidor de Recaptação de Serotonina)
Equilid
Sulpiride (Neuroléptico e Antidepressivo atípico)
Stablon
Tianeptina
Parnate
Tranilcipromina (IMAO)
Donaren, Donaren Retard
Trazodona
Efexor, Efexor XR, Venlift, Venlaxin
Venlafaxina (Ação dupla em Seroronina e Noradrenalina)


Vá até a farmácia mais próxima e garanta o seu!


Now listening: "Larararara, Interesting Drug...", by Morrissey. ;)

sábado, 7 de novembro de 2009

Continuando o assunto...






Na mesma linha de "Spawn - O Soldado do Inferno", só que mais "mamão-com-açúcar", é o filme "Cidade dos Anjos", com Nicolas Cage e Meg Ryan no papel do casal Seth e Maggie.


Em Los Angeles, uma dedicada cirurgiã (Meg Ryan) fica arrasada quando perde um paciente durante uma operação, no mesmo instante em que um anjo (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, começa a se sentir atraído por ela. Em pouco tempo ele fica apaixonado pela médica e resolve ficar visível para ela, a fim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração cada vez maior, apesar dela ter um sério relacionamento com um colega de profissão. O ser celestial não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto de uma fruta ou o toque da sua amada, assim ele cogita em deixar de ser um imortal para poder amar e ser amado intensamente.


Então Seth, vivido por Nicolas Cage, resolve abdicar de sua imortalidade. Só que Maggie acaba morrendo...


E aí? Vocês, meus nobres dois leitores? Nem me responderam a pergunta anterior, e eu já disparo outra tão difícil quanto a primeira... Do que abdicariam em nome de um grande amor? Ou de uma obsessão?


Now listening: If God Will Send His Angels, by U2. Da trilha sonora de Cidade dos Anjos. Uma das poucas músicas do Eco-Chato Bono Vox que me faz suspirar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Versando ainda sobre a Psicologia...




O assunto de hoje é "Psicopatia", ou "Sociopatia", como queiram... aqui não é a "Casas José Araújo", mas quem manda é o freguês! Quem não se lembra da vilã Ivone, da novela "Caminho das Índias", vivida por Letícial Sabatella? Ou ainda, a vilã Flora, de "A Favorita", vivida por Patrícia Pillar?


Esta matéria com estes fragmentos foram retirados do blog "A Vida do Meu Filho", de Luiz Fernando Vianna. Acompanhe:


“Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objetivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.” (do prefácio da psicóloga Ivone Rodrigues Lisboa Patrão)"


O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação onipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões diferentes das suas." (Qualquer semelhança é mera coincidência...)


"Alguém assim não precisa envolver-se em metas realistas de longo prazo e, quando estabelece um objetivo, logo se vê que não tem as qualidades necessárias para alcançá-lo, nem sabe, na verdade, que 
é preciso fazer algo. Ele de fato acredita que suas habilidades lhe permitirão conseguir qualquer coisa.” (pág. 38)


“O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.” (pág. 85)
Impressionante, não acham? oO


Now Listening: November Spawned a Monster, by Morrissey again and again. Engraçado, que sempre estou ouvindo músicas sugestivas! Ô Mozz, não seria December? Ah não? Então tá! =D


Tô indo ali curtir as minhas férias. Mais tarde, mais posts. Cheia de idéias mirabolantes!



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Saiba identificar um Vampiro de Energia!









Uau, por que inaugurar o blog com um assunto tão profundo, se me dispus, aqui, a falar banalidades?


Ora, porque, recentemente, fui alvo de um (ou de vários), vampiros(as) de energia, e em homenagem a eles(as), posto esta matéria, interessantíssima aliás, que achei dia destes, quando zapeava pela net, sem nada pra fazer... ;)


Mas, como são criados os vampiros e por que esse fenômeno acontece? Muito simples, um vampiro de energia é uma pessoa que está em profundo desequilíbrio interno. Frustração, baixa auto-estima, ressentimento, complexo de perseguição e de vítima, insegurança e, acima de tudo, o egoísmo são estados psíquicos que fazem com que a configuração energética da pessoa se torne desequilibrada, afetando negativamente outras pessoas, roubando-lhes assim sua energia vital. Alguns chegam a interferir de forma concreta na vida pessoal de suas vítimas: intrigas, fofocas, competição desleal agravam mais a situação.


A matéria diz ainda, que não existe um método infalível para combater os vampiros, o ideal é aprender a lidar com eles. Não se deve fazer o jogo deles. E cultivar a compaixão e compreensão, pois 90% deles agem assim inconscientemente, ou seja: SÃO PESSOAS EM PROFUNDO DESEQUILÍBRIO E PRECISAM DE AJUDA (e os outros 10%?!? Vixe!!!). Vamos a eles?


A) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, quer logo saber por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente. 

B) Vampiro Crítico: Só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" a suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração.

C) Vampiro Adulador: é o famoso Puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

D) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo.... Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho. 

E) Vampiro Inquiridor: Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente., e procure se afastar assim que possível.

F) Vampiro Lamentoso: São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. É sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

G) Vampiro Pegajoso: Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades.
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.

H) Vampiro Grilo-Falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

I) Vampiro Hipocondríaco: Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os por menores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois se sente péssimo.

J) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não de campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.



Reconheceu alguém aqui? Ou se reconheceu? De qualquer forma, corra logo ao Centro Espírita mais próximo, e providencie uma terapia intensiva! Você vai precisar!


Now Listening: We Hate When Our Friends Become Sucessful, by Morrissey. Sugestivo, não?!?


Fonte: Site BEMZEM.com